sábado, 29 de setembro de 2012

Nova tecnologia vai auxiliar aprendizado de surdos

Divulgação


Um conjunto formado por um pequeno chip emissor na forma de microfone, usado pelo professor, e um receptor para o aluno pode ser uma nova ferramenta para ajudar no aprendizado de estudantes com deficiência auditiva nas escolas públicas brasileiras. Inédita na rede pública, a experiência tem como objetivo ampliar ações de apoio a pessoas com deficiência.

A iniciativa é da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação e tem a participação inicial de 200 estudantes de 80 escolas das cinco regiões do país.

As escolas foram selecionadas pelas secretarias estaduais de educação. Cada instituição escolheu um professor que vai trabalhar com o equipamento. As unidades selecionadas, além de públicas, contam com salas de recursos multifuncionais implantadas, oferecem atendimento educacional especializado e têm, matriculados nos três anos iniciais do ensino fundamental, estudantes com deficiência auditiva usuários de aparelho de amplificação sonora ou com implante coclear.

A tecnologia utiliza o sistema de frequência modulada (FM) para filtrar a voz do professor e eliminar os ruídos da sala de aula, de maneira a potencializar a acessibilidade acústica dos usuários de aparelhos de amplificação sonora e implante coclear (dispositivo eletrônico, parcialmente implantado, para proporcionar sensação auditiva próxima à fisiológica).

Com investimento de R$ 1,5 milhão, a pesquisa sobre a nova tecnologia foi desenvolvida pela Secadi em parceria com o Laboratório de Estudos do Comportamento Humano da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e com a Universidade de São Paulo (USP), campus Bauru. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FAPERN realiza curso sobre divulgação científica em outubro

Texto: @OliveiraErik com informações da Assessoria de Imprensa da FAPERN

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN) realiza nos dias 1 e 2 de outubro, no auditório do Sebrae, curso de capacitação em jornalismo científico, com o tema Interações entre Mídia e Ciência. O objetivo é fornecer aos jornalistas que atuam nos veículos de comunicação do estado ferramentas que possibilitem o aprimoramento da prática na cobertura assuntos relacionados à ciência, tecnologia e inovação. 

As palestras serão ministradas pelo físico Ildeu de Castro Moreira, pelo neurocientista Sidarta Ribeiro e pela jornalista Mariluce Moura. A palestra de abertura será sobre política científica e política tecnológica, ministrada pelo físico Moreira, que tem vasta experiência com divulgação científica, tendo sido, inclusive, coordenador da Comissão Executiva do Ano Mundial da Física (2005) no Brasil e coordenador da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia nos anos de 2004 a 2007. Como pesquisador, é  professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde trabalha nas áreas de física teórica (sistemas não-lineares), de história da ciência no Brasil e comunicação pública da ciência.

Na manhã do dia 2, o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor de Instituto do Cérebro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), falará sobre as suas estratégias para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido nos laboratórios. O trabalho de Ribeiro e seus colaboradores tem alcançado grande repercussão não só nos periódicos acadêmicos, mas também nos chamados veículos de comunicação de massa. Jornais e emissoras de TV de circulação nacional já publicaram notícias sobre as pesquisas realizadas em Natal pelo Instituto do Cérebro.

Já à tarde do segundo dia, a palestrante será Mariluce Moura, diretora de redação da Revista Pesquisa FAPESP e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico.  Ela  integra a chamada Comissão do Futuro ao lado de outros cientistas brasileiros. A comissão foi instituída pelo então ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloísio Mercadante. O tema de sua conferência será: "Dá pra falar de ciência jornalisticamente?".

O curso é destinado a jornalistas que atuam em qualquer veículo de comunicação ou assessoria de comunicação de instituições de pesquisa e inovação. Além dos jornalistas,  poderão se inscrever também pesquisadores, para que compreendam a necessidade de investirem na divulgação de seus trabalhos e de que forma podem fazer essa divulgação.

Com a realização do curso, a FAPERN está cumprindo o objetivo de "Apoiar ações de difusão e popularização da CTI como estratégia para promover a inclusão social" previsto no Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte 2011-2020.

A participação é gratuita para inscritos. Em breve, a ficha de inscrição e a orientação de como se inscrever estarão disponíveis no site da FAPERN (www.fapern.rn.gov.br).

Cientistas desenvolvem método mais eficiente de diagnóstico da leucemia

Texto: @AristonBruno com informações da Agência Brasil
Foto  http://conceitospatologicos.blogspot.com.br/ Leucemia
Dois cientistas brasileiros do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) e mais cinco institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos estão desenvolvendo um novo método para o diagnóstico da leucemia. A promessa é que o procedimento melhore o monitoramento do organismo quanto à resposta ao tratamento de quimioterapia.

Atualmente para diagnosticar o câncer os laboratórios citogenéticos analisam as alterações estruturais dos cromossomos nas células. Com o novo método, as células são examinadas uma a uma no microscópio, permitindo a análise de apenas 20 delas. O processo continuará o mesmo, mas a capacidade de analise saltará para até 30 mil células em menor tempo.

Segundo Rodrigo Calado, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, um dos integrantes da pesquisa, o método usa um aparelho chamado citômetro de fluxo, usado no exame de linfócitos em pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou com fibrose pulmonar e anemia aplástica – ocasionadas por anormalidades nos telômeros, extremidades dos cromossomos.

Os cientistas descobriram uma nova aplicação para o aparelho: o diagnóstico e monitoramento do câncer de sangue, sendo a leucemia o mais prevalente. Eles decidiram combinar o citômetro de fluxo com o método antigo, chamado de fluorescência, melhorando a eficiência do processo.

O professor conta que já usou o citômetro de fluxo experimentalmente em diagnósticos de pacientes com câncer. Ao usá-lo, os pesquisadores notaram que o aparelho pode também ajudar o médico a observar a resposta ao tratamento do câncer.

De acordo com Calado, o desenvolvimento do método levou dois anos e estima que esteja disponível para a população em três ou quatro anos. O teste com o novo método deverá custar em torno de 500 reais por paciente, de acordo com estimativa do pesquisador.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Em outubro Brasil inicia compra do 1º satélite geoestacionário


Ilustrativa/ Nasa Satélite Artificial
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O processo de compra do primeiro satélite geoestacionário do Brasil será iniciado a partir do mês de outubro.  Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, a meta é que o equipamento entre em órbita até dezembro de 2014, prazo estabelecido em acordos internacionais.

Também presidente do Comitê Diretor do projeto, Martinhão reconheceu que colocar o satélite em órbita em dois anos “não será fácil”. Entre os desafios, o secretário cita a contração dos fabricantes. Segundo ele, o equipamento vai atender as demandas do setor de telecomunicação, do Plano Nacional de Banda Larga, e de defesa nacional, e será contratada uma empresa para a construção do satélite, declarou, durante o Congresso Latino-Americano de Satélite. O custo estimado incluindo o lançamento é R$ 720 milhões.

A compra e a fabricação do satélite geoestacionário, sob a supervisão do Ministério das Comunicações, será feita por uma sociedade entre a Telebras e a Embraer.

Fonte: Agência Brasil

Instituto Internacional de física reuniu 57 pesquisadores da tecnologia quântica

Texto e fotos: @OliveiraErik
Alguns dos participantes posam para foto na segunda semana do evento 

O Instituto Internacional de Física (IIF), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realizou de 20 a 31 de agosto o workshop “Os Avanços na Tecnologia Quântica: da Informação Quântica aos Dispositivos Quânticos”. O encontro ocorreu no auditório do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE), no campus da UFRN em Natal (RN).


Foto oficial da primeira semana do evento internacional 
O evento discutiu sobre dispositivos quânticos, novos materiais e métodos de pesquisa na área. Entre os materiais discutidos estavam os supercondutores e os isoladores topológicos. O workshop reuniu 57 físicos teóricos e experimentalistas de países como Brasil, Itália, Reino Unido, Holanda, Alemanha, EUA, Suíça, Espanha, Suécia e França.

As pesquisas em tecnologia quântica têm animado bastante os físicos e engenheiros devido às potencialidades práticas na medicina e segurança computacional, além do revolucionário computador quântico, que por enquanto ainda é só uma promessa da ciência. Tal computador deverá usar informações quânticas - como o spin de um elétron, por exemplo - em vez dos bits e bytes atuais.


Três organizadores: os professores Sodano, Morais-Smith e Trombettoni
“Para fazer um computador quântico você precisa de dispositivos quânticos. Essa é a ideia da conferência”, disse o físico Andrea Trombettoni, pesquisador do Istituto Officina dei Materiali - CNR e da Escola Internacional de Estudos Avançados (SISSA), durante o evento. Trombettoni foi um dos organizadores ao lado de Pasquale Sodano (IIF, Brasil), Sougato Bose (Universidade College London, Reino Unido), Christiane de Morais-Smith (Universidade de Utrecht, Holanda).

Para Pasquale Sodano, professor pesquisador do Instituto Internacional de Física e um dos organizadores do workshop, há muito que ser feito ainda antes que essas aplicações práticas possam ser oferecidas a todos. Segundo ele, um dos objetivos do evento foi “unir as pesquisas teóricas às aplicações práticas”.