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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cientistas desenvolvem método mais eficiente de diagnóstico da leucemia

Texto: @AristonBruno com informações da Agência Brasil
Foto  http://conceitospatologicos.blogspot.com.br/ Leucemia
Dois cientistas brasileiros do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) e mais cinco institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos estão desenvolvendo um novo método para o diagnóstico da leucemia. A promessa é que o procedimento melhore o monitoramento do organismo quanto à resposta ao tratamento de quimioterapia.

Atualmente para diagnosticar o câncer os laboratórios citogenéticos analisam as alterações estruturais dos cromossomos nas células. Com o novo método, as células são examinadas uma a uma no microscópio, permitindo a análise de apenas 20 delas. O processo continuará o mesmo, mas a capacidade de analise saltará para até 30 mil células em menor tempo.

Segundo Rodrigo Calado, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, um dos integrantes da pesquisa, o método usa um aparelho chamado citômetro de fluxo, usado no exame de linfócitos em pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou com fibrose pulmonar e anemia aplástica – ocasionadas por anormalidades nos telômeros, extremidades dos cromossomos.

Os cientistas descobriram uma nova aplicação para o aparelho: o diagnóstico e monitoramento do câncer de sangue, sendo a leucemia o mais prevalente. Eles decidiram combinar o citômetro de fluxo com o método antigo, chamado de fluorescência, melhorando a eficiência do processo.

O professor conta que já usou o citômetro de fluxo experimentalmente em diagnósticos de pacientes com câncer. Ao usá-lo, os pesquisadores notaram que o aparelho pode também ajudar o médico a observar a resposta ao tratamento do câncer.

De acordo com Calado, o desenvolvimento do método levou dois anos e estima que esteja disponível para a população em três ou quatro anos. O teste com o novo método deverá custar em torno de 500 reais por paciente, de acordo com estimativa do pesquisador.